Ativistas e Políticos querem Regulamentar Animes e Mangás

Ativistas e Políticos querem Regulamentar Animes e Mangás

Matéria do site ABC publicado em Fevereiro deste ano que explica a recente ação que ocorreu na Livraria da Austrália.

A política Connie Bonaros está ”investigando” animes e mangás disponíveis na Amazon por conter conteúdo de ”exploração sexual infantil e cenas de estupro”. Por conta de sua ação, uma livraria no país já retirou 7 títulos de sua loja, só que ela quer mais.

Segundo ela: ”Nosso código criminal federal claramente diz que este material ganha a definição de material de exploração infantil e logo não deve ser disponibilizado”.

”Temas envolvendo incesto com menores e estupro, abuso sexual, a escolha é ilimitada” disse ela ao se referir a mangás, light novels e animes.

Acima, Connie Bonaros em encontro com Kazuko Ito, secretária geral do grupo ”Direitos Humanos Agora”.

O senador Stirling Griff, junto com Bonaros, estão em uma campanha no parlamento da Austrália pedindo por uma revisão urgente dos regulamentos de classificação.

Segundo o senador Griff: ”Experts que advocam contra a exploração infantil se referiram a esse tipo de anime e mangá como uma porta de entrada para o abuso de crianças reais”.

”Me deixa doendo o estômago só de falar sobre isso” completa.

Na Austrália existem vários casos de pessoas sendo detidas por possuir apenas ilustrações que mostram menores em atividades sexuais, ou se você comprar uma boneca sexual que lembre uma menor. Em 2015 mesmo, um homem foi detido por possuir 44 imagens de pornografia infantil com crianças reais e 361 imagens de animes, inicialmente as 361 imagens de animes entraram na acusação mas o Juiz do caso depois declarou que não considera ver hentai de loli um grande passo para ver material real.

Na Austrália, todos os vídeos passam por uma classificação, ele só olha os quadrinhos se eles forem enviados, e cabe aos distribuidores do livro decidirem se ele precisa ser classificado.

Bonaros e o Senador Griff querem que isto seja alterado e estão pedindo uma revisão contínua do regulamento de classificação para estender a supervisão do Conselho de Classificação aos materiais impressos.

“O conselho está ciente de que foi lançada uma campanha sobre a venda de mangá e anime japoneses na Austrália e que, no contexto da revisão da regulamentação de classificação pelo governo, esta questão foi levantada”, disse o conselho de classificação em uma declaração.

Obviamente defensores da Indústria são contra e alegam que a grande maioria das publicações não são pornográficas.

Agora vem a parte mais MAIS MAISSS

Bonaros viajou para o Japão, onde tentou fazer com que bonecas sexuais que lembram crianças fossem banidos.

”A viagem ao Japão me abriu os olhos” disse ela. ”Obviamente quando eu fui para lá, não imaginava a extensão do problema dos mangás”.

Segundo ela, leis japonesas não consideram um desenho como material de exploração sexual infantil, mas existem grupos lá no Japão que querem banir esse material e estão numa campanha. Bonaros disse que ela quer ajudar esses ativistas, que acreditam que a pressão de outros países pode ajudar na causa deles.

”Eles precisam de pressão externa, eles precisam que seus políticos entendam que o resto do mundo não vê esse material com a mesma lente que eles veem”.

”Existe muita pressão sendo aplicada neste momento no Japão, mas está sendo feito muito discretamente, eles me falaram que toda ajuda de países externos que eles tenham, mais esperança eles tem que suas leis de proteção a exploração infantil se tornem fortes”.

Bom, o que vocês acham disso que está acontecendo? Recentemente, Ken Akamatsu falou sobre garantir que os mangakás japoneses continuem a ter sua liberdade de expressão a fazer suas obras e eu concordo com ele, eles tem que ser livres.

Será que ela disse porquê a pressão está mais forte agora? Lembrando que o texto acima foi publicado em fevereiro deste ano.

Também tivemos um mangaká/ilustrador que trabalha com conteúdo ecchi de lolis falando sobre a dificuldade que trabalhos de lolis possuem atualmente.

Algo que o levou a criar um site, chamado Irori, para poder publicar em liberdade suas ilustrações de lolis.


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