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Em 2025, Mulheres Chinesas Foram PRESAS por Escrever Novels Yaoi

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Em 2025, Mulheres Chinesas Foram PRESAS por Escrever Novels Yaoi

No ano passado eu publiquei aqui na Você Sabia Anime que a China estava prendendo mulheres que escrevem novels gays, mais precisamente de Yaoi e eu acho que o post não chamou tanto a atenção.

Eu não tinha visto que a BBC soltou uma matéria com muitos mais detalhes  sobre esse caso em Junho do ano passado e bom, a internet resolveu reviver essa notícia e eu estou aqui trazendo para vocês o que a BBC descobriu a mais sobre as prisões de autoras Yaoi.

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O crackdown na China sobre novels Yaoi adultas ganhou destaque quando relatos em redes sociais chinesas, como o Weibo, começaram a descrever detenções de autoras na casa dos 20 anos, acusadas de violar leis de pornografia por “produção e distribuição de material obsceno”. Segundo advogados envolvidos nos casos, pelo menos 30 escritoras foram presas desde fevereiro, muitas ainda aguardando julgamento ou libertação sob fiança (não sei se é o caso ainda).

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As obras eram publicadas na plataforma Haitang Literature City, hospedada em Taiwan, famosa por histórias do gênero danmei, que retrata romances entre personagens masculinos e possui enorme popularidade entre mulheres jovens chinesas. Apesar de comparado a versões de erotismo romântico como “50 Tons de Cinza”, o gênero enfrenta maior repressão por envolver representações homoafetivas e sexualidade explícita.

Críticos apontam que descrições heterossexuais com conteúdo sexual aparecem com mais liberdade em obras literárias chinesas reconhecidas, enquanto narrativas homoeróticas são mais frequentemente alvo de repressão porque a China é uma ditadura, e se o dono não gostar de algo ele proibe.

Nas redes sociais, o caso gerou discussões intensas sobre liberdade de expressão e definição de obscenidade. Alguns usuários questionaram se o sexo deveria ser tratado como tabu, enquanto especialistas em direito alertam que até mesmo baixos níveis de visualização podem ser usados como critério para criminalização.

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Muitas das autoras relataram vergonha pública, interrogatórios policiais e medo das consequências familiares. Algumas afirmam que suas vidas foram destruídas após serem expostas, enquanto outras continuam defendendo a escrita como forma de expressão e comunidade. Na nova fase da repressão, relatos indicam que até mesmo pessoas com envolvimento considerado leve passaram a ser investigadas ou detidas

Profissionais do direito também levantaram críticas sobre a forma como as investigações estão sendo conduzidas. Em alguns casos, policiais de determinadas regiões teriam atuado fora de sua jurisdição, chamando suspeitas de diferentes partes do país para interrogatórios. Além disso, há denúncias de que governos locais endividados podem estar utilizando esse tipo de operação para arrecadar recursos por meio de multas e penalidades!

No centro das acusações está a forma como a produção literária está sendo interpretada como prova de crime. Algumas autoras relatam que o número de visualizações e pequenos ganhos financeiros obtidos com suas histórias estão sendo usados contra elas em investigações

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As escritoras envolvidas descrevem um cenário de medo, surpresa e frustração, afirmando que suas obras — muitas vezes criadas ao longo de anos com pouca audiência — acabaram sendo transformadas em evidência criminal. Ainda assim, parte da comunidade afirma que pretende continuar escrevendo, apesar da pressão e do risco de novas punições.

De acordo com a página do Instagram Freewritersofhaitang, muitas autoras foram presas e outras pagaram multas altas para não receberem punições severas, e até autoras que nunca lucraram com suas novels foram detidas!

Eu não sei como está a situação hoje, mas provavelmente nada deve ter mudado.