Metal Max Xeno: Reborn Coloca Tanques e um Cachorro no Fim do Mundo

A humanidade está à beira da extinção em Metal Max Xeno: Reborn, um JRPG pós-apocalíptico onde você controla Talis, um dos sobreviventes que precisa atravessar o deserto de Dystokio atrás de aliados, armas e outros humanos.
O mundo foi destruído após décadas de guerra contra a inteligência artificial NOA. Agora, máquinas gigantes, formigas enormes e outras criaturas estão por toda parte, e cabe a Talis tentar impedir que a humanidade desapareça de vez.
E sim, você ganha um TANQUE.

Destruir tudo? Nem tanto…
Uma das coisas mais legais é poder entrar em um tanque e sair atirando nos inimigos. O problema é que, se você é como eu e gosta da ideia de simplesmente passar por cima de tudo com um tanque, vai se decepcionar.
Pedaços de carros abandonados, canos e postes caídos podem bloquear seu caminho. E nem mesmo as formigas gigantes podem ser esmagadas pelo tanque.
É um tanque! Deixem a gente destruir as coisas!

O sistema de entrar e sair dos veículos também poderia ser mais rápido. É necessário selecionar o veículo, confirmar a ação, sair do menu e só então assistir à animação. Depois de um tempo você se acostuma, mas inicialmente parece desnecessariamente lento.
Sobreviver no deserto
Como qualquer bom mundo pós-apocalíptico, recursos são importantes. A munição de canhão é limitada, enquanto outros tipos de armas possuem um sistema diferente de gerenciamento.

Também é possível encontrar materiais pelo mapa para melhorar os veículos, além de bebidas e gravações de músicas que ajudam a preservar pequenos pedaços da humanidade que existia antes da destruição.
Os inimigos comuns não possuem uma barra de HP, então algumas batalhas acabam sendo um pouco na base da sorte. Se seu veículo chegar a zero de vida, ainda é possível continuar dentro dele e tentar fugir.
O jogo inclusive deixa uma coisa bem clara: se o inimigo é forte demais, recue.
E tem um cachorro!

Talis pode encontrar aliados e formar um grupo de até quatro personagens. Durante as batalhas, você pode movimentar os integrantes para tentar conseguir um posicionamento melhor.
Mas vamos falar do verdadeiro protagonista: Pochi.
Sim, existe um cachorro de batalha que carrega uma arma, possui sua própria árvore de habilidades, pode subir de nível e ainda pode ser acariciado.
Ele é fofo, late e faz peteco, peteco, peteco.
Só existe um problema: Pochi fica do lado de fora do tanque.
Isso está completamente errado.
Um JRPG para quem gosta de explorar
Metal Max Xeno: Reborn aposta em um mundo aberto não linear, permitindo explorar Dystokio praticamente sem ficar preso à progressão tradicional. Você pode encontrar novos veículos, modificar tanques, trocar motores, armas e equipamentos e montar sua máquina do jeito que quiser.

Visualmente, porém, o jogo pode dividir opiniões. A modelagem e principalmente as artes dos personagens parecem um pouco amadoras, enquanto os outros elementos visuais são mais interessantes.
O mapa também poderia ser melhor sinalizado, mas isso acaba incentivando a exploração. E, em um jogo com um enorme deserto pós-apocalíptico para explorar, isso não é necessariamente ruim.
No fim, Metal Max Xeno: Reborn parece feito para quem gosta de JRPGs diferentes, exploração, personalização de veículos e, obviamente, cachorros armados.
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