Anime Joystick

Genso Manège Me Fez Entender Por Que Mulheres Caem em Otome Games

Compartilhe esse Post!

Genso Manège

Confesso que Genso Manège não estava exatamente no topo da lista de jogos que eu esperava jogar, mas bastaram algumas horas para o negócio começar a me prender. O jogo mistura romance, magia, mistério e uma cidade com aquele visual de conto de fadas, enquanto coloca você no papel de Emma, uma jovem que perdeu os poderes mágicos e também boa parte das próprias memórias.

A história começa quando um parque de diversões itinerante chamado La Foire du Rêve chega à cidade. O lugar parece maravilhoso, mas existe um pequeno problema: seus funcionários estão presos ali e precisam da magia de Emma para serem libertados.

E aparentemente cabe a você descobrir como diabos fazer essa magia voltar.

Um mundo bonito, mas que poderia ser mais vivo

Uma das primeiras coisas que chamam atenção em Genso Manège é o visual. Os personagens são muito bonitos e os cenários possuem uma aparência pastel e bastante agradável.

Genso Manège

Porém, existe uma coisa que incomodou durante a jogatina: os cenários são bonitos, mas parecem vazios.

O jogo frequentemente descreve lugares cheios de pessoas, famílias passando ou atrações funcionando, mas muitas vezes isso fica apenas na narração. Você lê que determinado parque está lotado, mas não necessariamente vê essa multidão na tela.

Isso também acontece durante algumas cenas. Uma situação envolvendo um jantar, por exemplo, poderia ganhar uma pequena animação ou ilustração para deixar aquele momento ainda mais marcante.

Em vez disso, o jogo frequentemente utiliza os mesmos cenários com aproximações para mostrar diferentes lugares.

Funciona, mas dá aquela sensação de: “Poxa, vocês podiam ter colocado umas pessoinhas aqui.”

A magia é um dos detalhes mais interessantes

Como todo bom otome game, Genso Manège possui o tradicional sistema de afinidade com os personagens. Conforme você avança na história, pode criar vínculos com os diferentes rapazes e descobrir mais sobre cada um deles.

Genso Manege otome game 5

Mas existe algo além de simplesmente apertar o botão para continuar o texto: o Éveil System, responsável pela parte de magia do jogo.

A mecânica não parece ser obrigatória o tempo todo, mas funciona como uma atividade extra interessante. Para quem não está acostumado com visual novels extremamente focadas em leitura, isso ajuda bastante a quebrar aquela sequência de “ler, clicar, ler, clicar, ler, clicar”.

E, sinceramente, ter alguma coisa para fazer além de ficar apertando o mesmo botão repetidamente é sempre bem-vindo.

Os personagens são bonitos. E isso é perigoso.

Genso Manège apresenta seis personagens masculinos que podem acabar conquistando a protagonista, cada um com sua própria personalidade e história.

Tem o diretor Hugo, o sério Serge, o tsundere Crier, o simpático coelho Lyon, o misterioso Luciole e Arnaud, amigo de infância de Emma.

Genso Manege otome game 3

E aqui precisamos reconhecer o verdadeiro objetivo de um otome game:

fazer você se apaixonar por um personagem que provavelmente não deveria.

A experiência até agora já mostrou que alguns personagens parecem seguir arquétipos bastante conhecidos do gênero, mas isso não impediu que alguns deles chamassem atenção.

Inclusive, o personagem que mais despertou interesse até o momento foi justamente o mais ranzinza.

O jogo sabe exatamente o que está fazendo.

As vozes são um espetáculo

Outro ponto que merece destaque são as dublagens.

Os personagens possuem vozes muito boas e isso ajuda bastante a dar personalidade para cada um deles. O problema aparece quando personagens secundários entram em cena.

Genso Manege otome game 4

Em algumas situações, quem está falando aparece apenas como “Garota 1”, “Mulher 2”, “Garoto 2” e por aí vai.

Como não existe uma diferença enorme entre as vozes desses personagens, fica um pouco difícil criar uma conexão com quem está falando.

Pode ser uma escolha de localização ou tradução, mas certamente é um daqueles pequenos detalhes que poderiam ser melhores.

A trilha sonora combina perfeitamente com o clima

A trilha sonora também faz um ótimo trabalho.

Ela possui aquele estilo confortável e meio mágico que combina com a proposta de Genso Manège. É o tipo de música que simplesmente fica tocando enquanto você acompanha a história sem incomodar.

Por outro lado, existe novamente aquela sensação de que faltam elementos para deixar os lugares mais vivos. Em áreas descritas como movimentadas, por exemplo, seria interessante ouvir sons de multidão ou pessoas conversando ao fundo.

Não chega a estragar a experiência, mas ajudaria bastante na imersão.

Afinal, vale a pena jogar Genso Manège?

Até agora, a resposta é sim.

Principalmente se você gosta de visual novels, romances e histórias de fantasia.

Genso Manege otome game 1

Mesmo sem ter costume de jogar otome games, a experiência conseguiu despertar curiosidade sobre os mistérios envolvendo Emma, seus poderes e os funcionários presos no Rêve.

Os capítulos também são relativamente curtos, embora isso possa variar bastante dependendo do seu ritmo de leitura. No caso de quem está jogando em inglês e ainda precisa prestar bastante atenção no idioma, o prólogo pode acabar demorando consideravelmente mais.

Ainda existe muita coisa para descobrir, e algumas teorias já começaram a surgir sobre o que realmente está acontecendo naquele parque aparentemente mágico.

No fim, talvez essa seja a maior qualidade de Genso Manège até agora: ele conseguiu fazer alguém que praticamente não joga otome game pensar em chegar do trabalho e abrir um otome game.

Genso Manége está disonível para Switch e PC via Steam