Japão Estranho

Japonesas que trabaham em Tribunais do Japão ficam revoltadas com “igualdade de gênero”

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Tsuihou sareta Cheat Fuyo Majutsushi wa Kimama na Second Life wo Ouk

Uma nova decisão administrativa da Suprema Corte do Japão  acabou de abrir uma das discussões mais acaloradas do ano no país quando o assunto é igualdade de gênero no ambiente de trabalho.

Historicamente, o serviço de plantão noturno nos tribunais de Tóquio e Osaka — responsável por analisar pedidos urgentes e emitir mandados judiciais na calada da noite — era uma obrigação atribuída exclusivamente aos funcionários homens.

Sim, desde sempre só HOMENS trabalhavam durante a madrugada nos tribunais, as funcionárias mulheres iam para a casa nanar.

Agora, a mais alta corte japonesa decidiu reformular essa diretriz: os plantões noturnos passarão a ser distribuídos de forma igualitária, independentemente de gênero.

Mas sabe o que aconteceu? As mulheres estão reclamando e dizendo que isso não é igualdade de gênero.

O Que Mudou no Plantão Noturno dos Tribunais do Japão?

A medida faz parte de um plano mais amplo de reestruturação do sistema judiciário. A intenção da Suprema Corte do Japão é centralizar as operações noturnas e emergenciais de todo o país nos tribunais das duas maiores metrópoles, Tóquio e Osaka.

Mulher e Presa por Cancelar Compras de Mangas e Causar Prejuizo Bilionario

Com essa centralização, o volume de trabalho previsto deve quintuplicar. Para cobrir essa escala sem contratar contingente extra dedicado, a administração optou pelo caminho mais rápido: colocar todo mundo no rodízio de plantão, incluindo as mulheres.

As principais mudanças anunciadas incluem:

  • Fim da exclusividade masculina: O trabalho de madrugada deixa de ser restrito a homens.

  • Escala de rodízio compulsória: Todos os funcionários dos tribunais de Tóquio e Osaka entram na escala de revezamento noturno.

  • Sobrecarga de mandados: A demanda de despacho de mandados judiciais à noite deve multiplicar em até 5 vezes em relação ao fluxo anterior.

A Reação das Funcionárias: “Trabalho Igual Nem Sempre Significa Justiça”

A repercussão no boletim do sindicato (Zen-Shihou Shinbun) revelou uma forte indignação de servidoras públicas. 

Em textos que circularam pelo antigo Twitter/X por meio de usuários como @yamataka9999 e @wagahaineko001, funcionárias desabafaram afirmando que a cúpula do judiciário confundiu “divisão mecânica de tarefas” com igualdade de fato.

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Elas escreveram um texto falando o porque isso é ruim, confira:

1. Impacto Biológico e Saúde Feminina

O artigo publicado pelo jornal sindical aponta que o trabalho em turnos de madrugada afeta o sistema endócrino e o equilíbrio hormonal, citando preocupações médicas sobre irregularidades menstruais e impactos na fertilidade. As trabalhadoras questionam a ausência de diretrizes do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW) sobre salas de descanso apropriadas ou acompanhamento médico periódico antes de impor o turno.

2. A Dupla Jornada no Japão e Maternidade

Mesmo no Japão contemporâneo, a estrutura social tradicional ainda coloca a maior parte do cuidado infantil e das tarefas domésticas sobre as mulheres.

Uma das servidoras pontuou: “Falam em ‘isenção’ para mães, mas a palavra isenção soa com desdém, como se estivessem te fazendo um favor. Isso faz com que muitas fiquem com receio de pedir e acabem sobrecarregadas até adoecerem”.

3. A Falta de Estrutura Digital

O sistema unificado de mandados online (LinKage) ainda está em fase de desenvolvimento e não foi totalmente implementado. As servidoras argumentam que empurrar uma rotina de madrugada sem o software pronto e sem criar um setor especializado com adicional noturno é transferir a ineficiência administrativa diretamente para as costas da equipe.

Vamos ver como parte dos japoneses reagiu a notícia?

  • Desse jeito, inevitavelmente os homens acabam ficando com as partes mais difíceis, mas elas não se importam nem um pouco se os homens sofrerem acidentes de trabalho fatais, cometerem suicídio ou morrerem de fome. Impressionante.
  • É assustador pensar que funcionárias sem o menor senso de direitos humanos como essas estejam conduzindo julgamentos. Pelo bem do Japão, peço que todos elas se demitam.
  • Conheço mulheres que trabalham como enfermeiras e cuidadoras e elas fazem plantões noturnos normalmente. Usar o equilíbrio hormonal como desculpa é pura hipocrisia.
  • Enfermeiras e médicas fazem plantões noturnos. Elas não ficam dizendo coisas como: “Ah, mas o equilíbrio hormonal!” Porque é o trabalho delas. Isso é apenas uma tentativa de mudar o foco da discussão para justificar que não querem fazer plantões noturnos. Demitam essas pessoas!
  • E, ainda por cima, elas ficam indignadas porque o salário médio das mulheres é menor que o dos homens. Isso é tão arrogante que chega a ser ridículo. Os homens trabalham duro justamente nos turnos noturnos que vocês se recusam a fazer. É óbvio que isso também contribui para que eles recebam salários mais altos!

Homem faz Periquitos de Refém para Chantagear Mulher

  • É absurdo como elas usam a capacidade de engravidar e ter filhos como moeda de chantagem justamente nessas horas. Aposto que são as mesmas pessoas que ficam reclamando da baixa participação dos homens na criação dos filhos
  • Se as mulheres não podem fazer plantões noturnos por causa do equilíbrio hormonal ou dos efeitos da menstruação, então não seria de se estranhar que alguém argumentasse que mulheres não deveriam ocupar cargos importantes na política, na economia, na administração, no Judiciário e em outras áreas, já que a pressão psicológica dessas funções poderia prejudicar a saúde delas e a maternidade.
  • “Como os homens sofrem relativamente menos consequências, deixem que eles façam isso.” Que argumento é esse? Sinceramente, é de deixar qualquer um indignado.
  • Dizem que exigir que uma mulher tenha filhos é assédio, mas, quando não querem trabalhar, usam a capacidade de engravidar como escudo. Conveniente, não?
  • Ignoram o equilíbrio hormonal das enfermeiras que fazem plantões noturnos, mas, quando se trata de trabalhar em um tribunal, exigem que haja consideração especial. Que tipo de raciocínio é esse?

É… pelo jeito a galera não ficou do lado delas, elas terão que fazer plantão noturno.