Nova Lei Brasileira que Criminaliza Conteúdo Fictício Faz Mangá Nacional se Autocensurar

Autocensura é o ato de uma pessoa controlar, limitar ou evitar voluntariamente aquilo que diz, escreve, publica ou expressa, geralmente por medo de consequências, críticas, punições, rejeição ou julgamento.
Em outras palavras, é quando a própria pessoa se censura antes que outra pessoa ou instituição precise censurá-la. E estamos vivendo isso no BRASIL… o que é extremamente triste.
Nova Lei Brasileira que Criminaliza Conteúdo Fictício Faz Mangá Nacional se Autocensurar
Como publicamos aqui e viralizou na semana passada, uma nova lei que entrou em vigor no dia 7 de agosto passou a considerar conteúdo fictício na proteção das pobres e indefesas criancinhas. Mas a lei foi esperta, porque eles nem quiseram dar exemplos de qual conteúdo fictício pode ou não pode ser considerado crime. Simplesmente incluíram tudo no meio e, é claro, animes e mangás estão no meio.
Por conta disso, já tivemos o primeiro caso de um mangá nacional se autocensurando:

“A Pervertida e o Virtuoso” é um mangá nacional e independente feito por uma artista brasileira, que acabou retirando toda a história da internet.
De acordo com o comunicado dela: “Retiramos a obra do ar em todas as nossas plataformas”. Eles informam que a decisão da retirada se dá por conta do ECA Digital, que agora engloba conteúdo (leia comigo) F I C T Í C I O (ou seja, conteúdo de mentira).
Como o mangá possui personagens menores de idade, eles estão pensando em refazer a história desde o começo, só que agora com os personagens mais velhos, na época da faculdade.
Obviamente, a decisão deixou a galera extremamente revoltada ao ver uma artista brasileira tendo que (leia comigo) SE AUTOCENSURAR, porque o seu governo pode PRENDER ELA porque ela desenhou um mangá com conteúdo adulto.
Isso me faz lembrar do caso em que várias mulheres chinesas FORAM PRESAS porque escreviam e lucravam com romances Yaoi.
