Jovem Preso por causa de Imagens de Anime tem Caso Arquivado

Em agosto de 2025 noticiamos que um jovem rapaz que estava indo para um evento acabou sendo preso porque policiais viram imagens “ilegais de anime” no celular dele.
Na época surgiu a informação de que possivelmente ele estava com imagens do game Brown Dust II que possui personagens lolis em poses e roupas curtas como a de baixo, mas nunca cheguei a ver uma confirmação.

Mas o fato é, ele estava na Europa e foi PRESO por possuir IMAGENS DE ANIME em seu celular! Porém tivemos agora atualizações do caso.
Jovem Preso por causa de Imagens de Anime tem Caso Arquivado
De acordo com o site The Irish Times, tudo começou quando o jovem de 21 anos, residente no condado de Devon, na Inglaterra, foi abordado por autoridades de segurança no aeroporto de Dublin. Ele estava a caminho dos Estados Unidos para participar de um evento de cultura pop, quando foi submetido a uma inspeção considerada aleatória pelas autoridades locais.

Durante a abordagem, o celular do jovem foi apreendido, e investigadores alegaram ter encontrado imagens animadas classificadas como conteúdo ilegal envolvendo menores. As autoridades afirmaram que o material se enquadrava em uma categoria prevista na legislação irlandesa relacionada a tráfico e pornografia infantil, ainda que se tratasse de imagens de anime e não de pessoas reais.
O acusado foi levado ao tribunal no dia seguinte à detenção, onde optou por não se manifestar formalmente sobre as acusações naquele momento. Ele foi liberado sob fiança e aguardava novas instruções do órgão responsável pela acusação, o Director of Public Prosecutions, conhecido como DPP.

O processo, no entanto, enfrentou sucessivos atrasos. Mesmo após meses, a promotoria não apresentou orientações claras sobre como pretendia conduzir o caso. Isso levou a juíza responsável a considerar que o Estado não havia cumprido os prazos necessários para manter a ação ativa.
Diante da ausência de instruções formais e após solicitação da defesa, o tribunal decidiu arquivar o processo. A juíza destacou que o caso já havia sido classificado como prioritário contra o Estado, mas ainda assim nenhuma diretriz concreta foi apresentada.
Durante as audiências, também foi confirmado que o jovem colaborou com as autoridades desde o início da abordagem. Investigações adicionais foram feitas em cooperação com o Reino Unido, onde se constatou que ele não possuía antecedentes criminais nem havia sido alvo de investigações anteriores.
