Editor Critica como Animes Atuais Retratam Gyarus como Boas Moças

Gyarus estão se tornando populares nos animes e nos mangás recentes e bom, na maior parte dos casos elas estão se mostrando como garotas gentis e doces que entram na vida de otakus e se tornam suas namoradas.
Um ótimo exemplo de uma fofa gal que está conquistando todos é a Marin de Sono Bisque Doll, mas também temos muitas outras. Porém nem todos estão felizes com isso e até advocam para que gyarus voltem a serem retratadas como são na vida real.
O editor de mangás Mahiro fez uma publicação em seu twitter que justamente critica isso, ele falou:
“Eu normalmente consigo ignorar esse tipo de coisa, mas como ex-editor de revista gyaru, estou profundamente cansado dessa “reinterpretação histórica” recente que trata gyaru como alguém “inteligente, de bom caráter e que sempre age com bom senso”. As gyarus eram pessoas de comportamento problemático, que não ligavam para cometer pequenos delitos e continuavam sendo gyaru mesmo sendo julgadas pela sociedade. Acho que estão desrespeitando demais os valores centrais que formavam a essência das gyarus.”

O tweet dele alcançou mais de 3 milhões de visualizações e gerou várias reações dos japoneses, como por exemplo muita gente compartilhando do sentimento dele de que os animes e os mangás deviam parar de mostrar personagens gyarus como “elas não são”.

Diversos comentários relataram experiências pessoais, dizendo que as gyarus reais estavam longe da imagem doce e acolhedora vista hoje em obras de ficção. Muitos afirmam que elas eram, na prática, ligadas a grupos delinquentes, hábitos problemáticos e atitudes agressivas, reforçando a ideia de que a representação atual é fantasiosa.
Inclusive eu sempre acabei vendo comentários de japoneses relatando no twitter encontros que tiveram com gyarus nas ruas, e como elas sempre acabavam tirando onda com a cara dos autores do relato ou como faziam alguma má criação.
Quando o termo começou a ganhar força, especialmente entre as décadas de 1970 e 1990, as gyarus eram vistas como jovens que desafiavam regras, ignoravam julgamentos sociais e adotavam comportamentos considerados problemáticos. Isso incluía desde atitudes provocadoras até envolvimento com pequenos delitos e uma postura abertamente contrária às expectativas impostas pelas normas da sociedade japonesa.
