GKIDS Fala sobre o Estilo de Arte do Ghibli após Onda de IA
A batalha judicial sobre o uso de conteúdo protegido por direitos autorais para treinar inteligências artificiais ganhou um novo capítulo. Um juiz distrital dos Estados Unidos decidiu na última quinta-feira que The New York Times e outros grupos de jornais podem prosseguir com um processo contra a OpenAI e a Microsoft.
O objetivo é impedir que as empresas utilizem o conteúdo dessas publicações para treinar ferramentas como o ChatGPT. A OpenAI comentou a decisão, destacando que ficou satisfeita com a rejeição de várias alegações do processo e reforçando que desenvolve seus modelos de IA com dados disponíveis publicamente, em conformidade com o princípio do uso justo e incentivando a inovação.
A decisão judicial ocorre logo após o lançamento do GPT-4o, modelo de IA mais avançado da OpenAI. A empresa divulgou que implementou uma restrição que impede a geração de imagens no estilo de artistas vivos.
No entanto, também afirmou que permite a criação em estilos de estúdios famosos, o que levou usuários a compartilharem imagens inspiradas em animações icônicas.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, inclusive incentivou o uso da ferramenta para transformar fotos em versões estilizadas como as do Studio Ghibli. Ele chegou a trocar sua foto de perfil no X Twitter por uma imagem gerada nesse estilo. Isso desencadeou uma onda de postagens de memes e fotos pessoais convertidas para o estilo “Ghibli-ficado”.
GKIDS Fala sobre o Estilo de Arte do Ghibli após Onda de IA
Durante a exibição em IMAX da versão restaurada de Princesa Mononoke, o vice-presidente de distribuição da GKIDS, Chance Huskey, comentou sobre o valor da animação tradicional frente às inovações tecnológicas. Ele enfatizou que o público ainda aprecia a experiência cinematográfica que honra a arte de Hayao Miyazaki e do Studio Ghibli.
Hayao Miyazaki, cofundador do Studio Ghibli, já expressou sua desaprovação à tecnologia de IA muito antes da ascensão das IAs generativas. No documentário Never-Ending Man: Hayao Miyazaki (2016), ele classificou uma demonstração de animação por IA como “um insulto à vida”, mencionando que não deseja incorporar essa tecnologia em suas obras.
Até o momento, o Studio Ghibli não se pronunciou oficialmente sobre o uso de IA para recriar seu estilo artístico.