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Japão Cria Serviço que Termina Namoros por Você por Cerca de Mil reais

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Japão Cria Serviço que Termina Relacionamentos por Você por Cerca de Mil reais

Terminar um namoro nem sempre é fácil, mas alguns japoneses estão encontrando uma maneira de evitar aquela conversa desconfortável: pagar para outra pessoa dar o fora em seu parceiro!

Um novo serviço no Japão, chamado Imasugu Sayonara, permite que clientes encerrem seus relacionamentos por telefone, sem precisar conversar diretamente com o namorado ou a namorada.

O serviço cobra 33 mil ienes (cerca de R$1.000) para comunicar o término em nome do cliente. A proposta pode parecer estranha para muita gente, mas faz parte de um mercado de serviços terceirizados que vem ganhando espaço no Japão, incluindo empresas que pedem demissão por você e até agências que oferecem familiares de aluguel.

Como funciona o serviço japonês que termina namoros por você?

Lançado oficialmente em junho de 2026, o Imasugu Sayonara (イマスグサヨナラ, algo como “Adeus Imediato”) foi criado por Hidemichi Nakakura, que teve a ideia depois de ajudar uma amiga a sair de um relacionamento marcado por violência doméstica no final de 2025.

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Desde então, segundo o fundador, a empresa recebeu mais de mil consultas e atendeu quase 300 clientes. O serviço funciona principalmente pelo LINE, aplicativo de mensagens extremamente popular no Japão.

O procedimento é relativamente simples:

  • O cliente explica sua situação e os motivos para terminar o relacionamento.
  • A equipe recebe os dados de contato do namorado ou da namorada e o horário preferido para a ligação.
  • Após o pagamento, um funcionário entra em contato com a outra pessoa para comunicar o término.
  • Se a pessoa não atender, a equipe pode realizar até cinco tentativas em horários diferentes.
  • Caso as ligações não funcionem, a mensagem pode ser enviada por redes sociais, como o LINE, ou por uma carta.

A empresa considera o trabalho concluído quando consegue transmitir o recado, mesmo que o destinatário não reaja da maneira esperada.

Segundo Nakakura, algumas pessoas ficam irritadas ao descobrir que foram dispensadas por meio de um intermediário. Outras, porém, tentam disfarçar o constrangimento, dizendo que também estavam pensando em terminar ou que não levavam o relacionamento tão a sério.

Quem está pagando para terminar um namoro no Japão?

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De acordo com os dados divulgados pelo fundador, aproximadamente 70% dos clientes são mulheres na faixa dos 20 e 30 anos. Há interessados de diferentes regiões do Japão, de Hokkaido, no norte, até Okinawa, no sul.

Inicialmente, muitos clientes procuravam o serviço porque tinham medo de terminar relacionamentos abusivos. Nesses casos, evitar o contato direto pode ser uma maneira de reduzir o risco de confrontos e facilitar o afastamento de um parceiro violento.

Com o tempo, entretanto, a empresa também passou a receber pessoas que simplesmente perderam o interesse no relacionamento e não querem enfrentar a conversa do término.

Um dos casos relatados envolve uma mulher de Kanagawa, na faixa dos 20 anos, que conheceu o namorado em um aplicativo de relacionamentos. Os dois haviam combinado de apagar seus perfis, mas ela viu uma notificação no celular dele enquanto estavam juntos.

Ao questioná-lo, recebeu uma resposta indiferente: “E daí?”.

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Depois disso, ela não queria mais ver o rosto do namorado nem sequer ouvir sua voz. Contratou o serviço para comunicar que não desejava encontrá-lo novamente e que ele não deveria procurá-la. A mulher já havia bloqueado o ex em todas as plataformas e considerou o valor pago razoável. Posteriormente, conheceu outra pessoa por meio de um aplicativo.

Homens também utilizam o serviço. Em outro caso, um rapaz na faixa dos 20 anos queria terminar um namoro de aproximadamente um ano porque havia se apaixonado por outra pessoa. Ele explicou que ficaria triste demais se precisasse comunicar a decisão pessoalmente.

O funcionário transmitiu a mensagem de que o rapaz havia encontrado outra pessoa e que a namorada deveria deixá-lo seguir em frente.

Empresa não aceita todos os tipos de relacionamento

Apesar de oferecer uma solução para quem deseja sair de um namoro, o Imasugu Sayonara estabelece limites para seus atendimentos.

A empresa recusa casos envolvendo pessoas casadas ou noivas, pois essas situações podem gerar disputas jurídicas e pedidos de indenização por danos emocionais.

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Um dos casos recusados envolvia uma mulher que já havia participado de um yuinō, uma cerimônia tradicional japonesa de noivado na qual as famílias trocam presentes e dinheiro. Ela queria encerrar o compromisso e desaparecer discretamente.

O fundador recusou o pedido por considerar que a situação poderia configurar uma ruptura de noivado com consequências legais, algo que deveria ser tratado com orientação jurídica.

A empresa também não aceita clientes cujos parceiros aparentem ter ligações com o crime organizado, para evitar possíveis problemas de segurança.

Serviço de término não é o mesmo que separar um casal

Outro detalhe interessante é que o Japão também possui empresas conhecidas como wakaresaseya, que trabalham para provocar o fim de relacionamentos entre terceiros.

A diferença é importante: enquanto o Imasugu Sayonara transmite a decisão de alguém que já quer terminar seu próprio namoro, as agências wakaresaseya são contratadas para interferir em relacionamentos alheios. Em alguns casos, seus clientes querem separar um casal para tentar conquistar uma das pessoas envolvidas.

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Essas operações podem envolver investigadores e funcionários que se aproximam de um dos parceiros. Dependendo dos métodos utilizados, podem surgir problemas relacionados à privacidade, ameaças ou invasão de propriedade.

Um caso citado em reportagens anteriores envolveu um homem que pagou quatro milhões de ienes para tentar separar uma colega de trabalho de seu marido, sem obter o resultado desejado.

O mercado de serviços de término também possui opções muito mais caras. A empresa WAKAREYO, por exemplo, oferece planos de 248 mil ienes e um plano emergencial de 540 mil ienes, ambos com aconselhamento incluído.

Será que já tem algum mangá sobre esse tema por ai?

via Smart Flash, Link 2, Jiji.com