Garota achou que tinha formado uma nova amiga, mas caiu em um esquema de pirâmide

Eu quero que você preste bastante atenção nessa história, porque ela é incrível. A história de hoje foi contada pela Vtuber Nana, mas que ocorreu algum tempo atrás e que ela achou seguro revelar só hoje.
Tudo começou com um papo inocente no café
Nana estava em um café lendo um livro para estudar para uma certificação quando, do nada, uma garota sentada ao lado começou a conversar:
“Nossa! Eu também tenho esse livro! Você está estudando? Estamos na mesma situação!”
Nana ficou surpresa. Afinal, aquilo parecia praticamente uma cena de anime.
Uma garota bonita puxando conversa espontaneamente, interessada no mesmo assunto e ainda por cima super simpática?
“É isso! A vida adulta finalmente começou a funcionar!”, pensou Nana.
As duas começaram a conversar sobre métodos de estudo, assuntos do cotidiano e outras coisas. O papo fluiu tão bem que elas acabaram trocando contatos.

Até aí, tudo normal.
Nana foi embora pensando que tinha feito uma nova amiga de maneira completamente inesperada.
O convite para um encontro de snowboard
A garota, que vamos chamar de A-ko, mandou uma mensagem dizendo que tinha se divertido muito no dia anterior.
E então veio o convite:
“É meio de repente, mas quer ir praticar snowboard amanhã? Eu posso dirigir!”
Nana ficou em choque.
Snowboard? No dia seguinte? Com uma garota que ela tinha acabado de conhecer?
Na cabeça dela, aquilo já estava tomando contornos de um encontro romântico.
E ainda por cima A-ko se ofereceria para dirigir?
Ela aceitou imediatamente. Sim, Nana aceitou o convite e eu sei que isso é até normal.
No dia seguinte ao chegar no local combinado, Nana acabou vendo um carro “assustador”.
Era um Alphard preto, daqueles enormes, com o escapamento fazendo VRUUUM VRUUUM, e quem estava no volante era um homem bronzeado com uma aparência bastante intimidadora.

“Ok… melhor não fazer contato visual.” pensou Nana ainda esperando por sua amiga, até que a porta do Alphard preto abriu
E quem apareceu?
A-ko.
Só que havia um pequeno detalhe que ninguém tinha mencionado.
Havia outras quatro pessoas dentro do carro.
“Espera… quem são essas pessoas?”
Nana descobriu que todos eram amigos de A-ko e faziam parte do mesmo grupo de hobbies. Ela entrou no carro meio sem entender nada, mas decidiu seguir viagem.
Foi aí que surgiu o segundo sinal de alerta.
O motorista começou a beber várias doses de uma espécie de energético, dizendo que tinha passado a noite acordado, mas que aquilo deixaria sua cabeça funcionando perfeitamente.
Depois, ele pegou algumas pílulas misteriosas e as engoliu.
Nesse momento, Nana teve aquela sensação que todo protagonista de filme de terror ignora:
“Eu deveria sair desse carro AGORA.”
Só que havia um pequeno problema.
Eles já estavam na estrada.

Então não restava muita coisa a fazer além de torcer para que tudo terminasse bem.
E, pelo menos inicialmente, terminou.
O grupo chegou ao resort e Nana conseguiu esquecer a situação estranha enquanto praticava snowboard com sua nova amiga.
Até que, cerca de duas horas depois, o motorista chamou todo mundo para um café.
E foi aí que a verdadeira história começou.
A reunião que revelou o verdadeiro objetivo
Sobre a mesa havia uma quantidade suspeita de suplementos, produtos que prometiam dar energia, vários materiais explicativos e um iPad cheio de gráficos.
Nana provavelmente já estava pensando:
“Ah, não…”
Então veio a pergunta:
“Nana-chan, você conhece Pai Rico, Pai Pobre? Você não quer ficar rica?”
Pronto.

Não era um encontro.
Não era simplesmente um grupo de amigos.
Era uma abordagem de um esquema de pirâmide.
O passeio de snowboard aparentemente tinha sido usado como uma maneira de criar proximidade antes da tentativa de convencer Nana a entrar no negócio.
A partir daí, começou uma verdadeira batalha psicológica.
Explicações sobre produtos, vantagens de se tornar membro, descontos, promessas de benefícios…
E tudo se repetia.
Nana, porém, permaneceu firme:
“Ah, entendi… mas eu não tenho dinheiro.”
Era o equivalente verbal de colocar uma barreira de concreto na frente da porta.
Finalmente, o motorista desistiu:
“Então vamos voltar.”
Nana comemorou internamente.
Ela tinha sobrevivido.
Só que a vitória durou aproximadamente cinco segundos.
“Vamos voltar e fazer uma festa de takoyaki!”
Quando Nana ouviu:
“Vamos voltar e fazer uma festa de takoyaki!”
o sangue provavelmente deixou seu corpo.

Porque havia um pequeno problema:
o único meio de transporte de volta era justamente o carro daquele grupo.
Ela entrou novamente no Alphard.
E o destino seguinte era um apartamento em uma região que ela não conhecia.
Quando chegaram, a situação ficou ainda mais estranha.
O apartamento era praticamente um catálogo de produtos
O imóvel era um 1LDK compartilhado por cinco pessoas e estava cheio de equipamentos e produtos.
Havia utensílios de cozinha por todos os lados.
E então Nana percebeu algo ainda mais preocupante:
o purificador de água, os produtos de limpeza e diversos outros itens aparentemente eram produtos relacionados ao negócio.
A suposta festa de takoyaki já não parecia exatamente uma festa.
Nana percebeu que precisava sair dali.
Ela inventou uma desculpa para ir comprar alguma coisa e a galera deixou ela ir “comprar”, Nana aproveitou essa oportunidade e FUGIU, nunca mais encontrando essas pessoas na vida.
E, felizmente, essa parece ter sido sua rota de fuga.
Uma história que parece roteiro de anime
O mais engraçado — e ao mesmo tempo assustador — é a quantidade de etapas absurdas dessa história.

Nana achou que:
- Uma garota tinha puxado assunto com ela no café.
- As duas tinham feito amizade.
- Ela tinha recebido um convite para praticar snowboard.
- Talvez aquilo pudesse até virar um encontro.
- Ela conheceria novos amigos.
Na realidade, acabou entrando em um passeio de snowboard com um grupo ligado a marketing multinível, foi levada para uma apresentação de produtos e terminou em um apartamento onde praticamente tudo parecia fazer parte do negócio.
Eu acredito totalmente na história dela pois eu já vi outros casos iguais. Pegue o MEU IRMÃO por exemplo, sim meu irmão, ele é meio doido das ideias, ele me disse que uma vez andando na praia DE MADRUGADA, ele acabou encontrando um grupo que parecia fumar drogas na areia.
Eram 4 pessoas, dois caras e duas garotas e eles puxaram papo com meu irmão, meus amigos…. meu irmão nunca havia visto esse povo antes mas ele FOI PARA A CASA DE UM DELES, passou a madrugada toda lá bebendo e conversando e voltou normal para casa.
Ele disse que não quis as drogas e nunca mais viu esse povo, mas que a noite foi divertida…ai ai.
via Nana
