Mangaká de Ajin nega ser Especialista em Armas e explica Realismo nos Desenhos

O mangaká de Ajin voltou a chamar atenção nas redes sociais após fãs elogiarem o nível de realismo com que ele desenha armas e equipamentos militares em sua obra. Muitos internautas passaram a afirmar que, para retratar combates com tamanha precisão, ele certamente seria um grande entusiasta de armamentos. No entanto, o próprio autor decidiu esclarecer a situação.
Mangaká de Ajin nega ser Especialista em Armas e explica Realismo nos Desenhos

O mangaká de Ajin, Gamon Sakurai, conhecido por seu trabalho em Ajin, negou que seja um especialista ou fanático por assuntos militares. Segundo ele, antes de começar a desenhar a série, sequer sabia o que era um rifle M4. Apesar de gostar de filmes de ação americanos, ele afirmou que não possuía conhecimento técnico sobre armas.

A declaração surpreendeu muitos leitores, já que Ajin apresenta diversas cenas com armas de fogo, equipamentos táticos e confrontos retratados de maneira bastante detalhada. Diante da repercussão, o mangaká de Ajin explicou que o segredo não está em experiência pessoal, mas sim em pesquisa intensa.

De acordo com o autor, sempre que precisava desenhar algum equipamento específico, mergulhava em materiais de referência. Em determinado arco envolvendo operações táticas, ele revelou ter investido mais de um milhão de ienes apenas na coleta de informações e materiais para garantir fidelidade visual. Para ele, a qualidade do resultado está diretamente ligada ao orçamento e ao tempo dedicados à pesquisa.

O mangaká de Ajin também comentou que, após enfrentar o que descreveu como um verdadeiro “inferno de pesquisa”, pensou em utilizar armas fictícias em trabalhos futuros para reduzir a carga de estudo. Contudo, mesmo ao tentar criar armamentos originais para seus personagens, levou cerca de seis meses apenas para definir as armas principais do grupo central.
O mangaká de Ajin deixou claro que sua prioridade sempre foi entregar uma obra convincente para os leitores, ainda que isso exigisse investimentos altos e longos períodos de estudo.
