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Editores não Leem mais Mangá segundo Veterano da Indústria

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Editores não Leem mais Mangá segundo Veterano da Indústria

Editores de mangá não leem mangá como costumavam no passado, segundo a visão de um profissional veterano da indústria. A declaração veio de Kazuaki Ishibashi, autor e editor conhecido por trabalhos ligados a séries populares, que usou as redes sociais para expor sua preocupação com a nova geração de editores no Japão.

Editores não Leem mais Mangá segundo Veterano da Indústria

De acordo com Ishibashi, muitos aspirantes a editores que ele ajudou a treinar ao longo dos anos possuem currículos impressionantes e boa capacidade de comunicação, mas consomem muito pouco mangá. Para ele, isso é um problema sério, já que o papel do editor exige um conhecimento profundo do meio, muitas vezes até maior do que o do próprio autor.

Editores não Leem mais Mangá segundo Veterano da Indústria

O editor relata que já perdeu as contas de quantas vezes perguntou a jovens profissionais por que desejam trabalhar como editores de mangá, recebendo respostas vagas ou genéricas. Embora ele reconheça que novos artistas também deveriam ler mais mangá, acredita que a responsabilidade dos editores é ainda maior, pois são eles que orientam, avaliam e direcionam os projetos.

Ishibashi aponta que o ambiente mudou drasticamente. No passado, o mangá estava presente em todos os lugares: nas estantes de casa, nas casas de amigos, em livrarias e bancas. Hoje, mesmo com o acesso digital facilitado, o contato físico com obras diminuiu, o que torna os leitores mais seletivos e menos propensos a explorar gêneros diferentes.

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Outro fator citado é o papel dos algoritmos das plataformas digitais. Segundo ele, esses sistemas entregam apenas conteúdos alinhados aos interesses prévios do usuário, dificultando o contato com estilos variados. Isso contribui para um cenário onde editores de mangá não leem mangá de forma ampla, limitando sua visão criativa.

O autor também comenta que a profissão de editor se tornou algo “trendy”. Muitos jovens entram na área motivados pelo desejo de trabalhar com entretenimento, participar de grandes franquias ou simplesmente por acharem o trabalho interessante. Para Ishibashi, não há nada errado nisso, mas ele sente falta de pessoas que vejam o mangá como parte central de suas vidas.

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Segundo ele, antigamente os editores eram vistos como especialistas, com autoridade construída a partir da quantidade de obras lidas e da experiência prática. Hoje, porém, alguns acreditam que podem entender o mercado apenas consumindo resumos, vídeos explicativos, painéis famosos nas redes sociais ou assistindo a adaptações em anime.

Para Ishibashi, um editor que não lê mangá o suficiente é como um produtor musical que não escuta música. Sem essa vivência direta, torna-se difícil orientar autores, reconhecer repetições de ideias, identificar referências antigas ou evitar erros já cometidos no passado. Ele conclui que, sem essa base sólida, o valor do editor dentro do processo criativo fica seriamente comprometido.