Autora Hentai foi Criticada por Criar Histórias Tristes Demais

Esse aqui é um caso antigo, de 2018 mas que eu achei bastante interessante de trazer aqui, existe uma autora de mangás adultas chamada Betty e eu não a conhecia até ver essa história.
Betty acaba por fazer muitos mangád adultos com histórias tristes, com garotas depressivas ou que passaram por situações dificeis. Por exemplo, em 2018 Betty lançou o mangá hentai Kimi to Itami wo Wakachi “AI” tai.

A história é sobre um rapaz que reencontra uma amiga de infância, ela pede para ir para a casa dele e ele aceita, no apartamento deles ela começa a ir para cima dele para “recompensá-lo” a deixar ela passar a noite ali.
E agora eu vou te contar a parte triste desse mangá, a garota não está indo para a escola, e ela está cheia de machucados pelo corpo e ela passou a fumar “para morrer, pois ela não quer mais existir nesse mundo”.
Tudo começou quando a mãe dela se casou com um novo homem, que era violento e abusou dela, ela por não suportar mais isso tentou desviver e fugiu de casa e agora ela não tem para onde ir.

Ela então após contar sua história diz que ele deve estar sentindo nojo dela e decide ir embora, mas ele diz que não tem nojo dela e que nada daquilo é culpa dela e os dois fazem. No final o rapaz fala que vai procurar um canto para ele morar (pois ele mora com os pais), e se ela não quer morar com ele, dando um final feliz.
Mas realmente, é um mangá triste, apesar de ser hentai. Então o que rolou? Os Japoneses reclamaram disso, dizendo que “não da para usar os mangás” da autora (usar no sentindo que você está pensando).

Betty é uma mangaká 18+ que costuma retratar personagens femininas machucadas emocionalmente, fugindo da narrativa tradicional em que todas as situações acabam se transformando em prazer ou romance. Em uma série de publicações no Twitter, a artista explicou que se sente profundamente incomodada quando leitores dizem que suas histórias são ruins apenas porque não despertam excitação fácil.

Para a autora, esse tipo de crítica ignora a existência de mulheres que sofrem e transforma personagens em meros objetos sexuais. Ela afirma que, quando alguém diz que uma história é “triste demais para usar”, isso soa como uma negação da dor das personagens e da realidade que muitas mulheres enfrentam fora da ficção.
Betty também criticou a romantização de crimes em mangás adultos. Segundo Betty, muitas obras tratam abuso e violência como aceitáveis quando a personagem feminina “gosta” no final, o que acaba normalizando esse tipo de comportamento.
Ela afirmou que detesta histórias em que uma personagem sofre violência e logo passa a sentir prazer, pois isso apaga seus sentimentos e banaliza algo grave. Para Betty, mesmo trabalhando com mangá adulto, é importante retratar essas situações como algo negativo e doloroso, não desejável.
Muita gente na época criticou bastante ela, eu não li outros mangás mas é isso, o que você acha?
