Prova de Medicina no Japão pediu aos Candidatos Escrever uma Carta de Término de Namoro

Uma prova de medicina aplicada pela Faculdade de Medicina de Aichi no Japão se tornou assunto (novamente, pois é uma questão antiga) por conta de uma pergunta que não tem absolutamente nada a ver com medicina (a primeira vista). Os candidatos foram surpreendidos ao receber a tarefa de escrever uma carta de término de relacionamento como parte do processo seletivo.
Prova de Medicina no Japão pediu a Candidatos Escrever uma Carta de Termino de Namoro
O candidato é colocado em uma situação específica: ele mantém um relacionamento sério há três anos, com planos de casamento no futuro próximo. No entanto, após conhecer outra pessoa dois meses antes, acaba se apaixonando e decide terminar o relacionamento atual. A tarefa é clara e direta: escrever, em até 600 caracteres, uma carta comunicando o término.

A questão não é hipotética ou adaptada por terceiros. Trata-se exatamente do texto apresentado na prova, confirmando que a prova de medicina no Japão realmente exigiu esse tipo de resposta dos candidatos.
Por que uma questão assim aparece em um exame de medicina?
À primeira vista, a pergunta parece não ter ligação alguma com a formação médica. Por isso, muitos internautas reagiram com surpresa, questionando o que uma carta de término teria a ver com diagnósticos, cirurgias ou tratamentos.
No entanto, especialistas em educação japonesa explicam que o objetivo da prova de medicina no Japão não era avaliar romance ou criatividade, mas sim habilidades humanas fundamentais. Médicos precisam comunicar más notícias com frequência, lidar com sofrimento emocional e escolher palavras que minimizem o impacto negativo sobre pacientes e familiares.
Candidato: “Depois de abrir mão da juventude e nem sequer ter uma namorada, estudei sem parar até hoje para mostrar todo esse esforço aqui.”
Universidade: “Escreva uma carta de término para a namorada.”

Escrever uma carta de término em uma situação tão delicada exige empatia, consciência emocional e responsabilidade pelas consequências das próprias palavras. O candidato precisa demonstrar que entende a dor do outro, que consegue se expressar de forma clara e que não age apenas pensando no próprio conforto.
Vale mencionar que essa pergunta é de uma prova de anos e anos atrás, mas que voltou a viralizar agora porque a galera gosta de coisas curiosas. Será que no Brasil quem está na faculdade de medicina também acaba tendo que escrever coisas assim?
